quarta-feira, 26 de maio de 2010
Trecho de entrevista de Michelle Perrot.
a história?
Michelle Perrot - Sim e não. Sim na medida em que a questão da mulher e da relação entre os sexos - que é mais importante ainda - foi colocada pelas mulheres. Os homens tomam a palavra homem no sentido universal. Os homens não são todo mundo. Pelas interrogações, pelo assunto, há uma interrogação e um ponto de vista feminino de abordar a história. Mas de outro lado não, porque o método, a forma de trabalhar de procurar as fontes, de escrever, não se diferencia do que eu fazia antes. Eu apliquei à história das mulheres as práticas e o método que utilizei na história operária. Deste ponto de vista não posso dizer que tenha dado um novo método. Senti com as mulheres a dificuldade do "invisível" da invisibilidade da história. Por que é certo, os operários são invisíveis na história, mas menos do que as mulheres porque os operários tem um movimento operário desde o século XIX, fazem greves, estão nas fábricas, criam
sindicatos, enquanto as mulheres tem muito pouco disso. Como dizia o sindicalista Fourier, elas são "o proletário dos proletários".
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Mostra da Expedição Langsdorff pelo interior do Brasil
A exposição apresenta o percurso da expedição Langsdorff pelo interior do Brasil, desde 1821 até 1829, através de um conjunto de 156 obras, que inclui desenhos e aquarelas de Johann Moritz Rugendas, Aimé-Adrien Taunay e Hercules Florence e mapas do cartógrafo Nestor Rubtsov. A coleção mostra imagens da flora, fauna, paisagens e população documentadas ao longo do trajeto do Rio de Janeiro ao Pará, convidando o público a observar as transformações nestas regiões nos últimos 180 anos. Data: 11 de maio a 18 de julho Visitação: Terça a domingo, das 10h às 21h Local: CENTRO CULTURAL DO BANCO DO BRASIL |
sexta-feira, 14 de maio de 2010
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Carlos Drummond de Andrade. Museu da Inconfidência
E memórias nos autos.
As casas inda restam,
Os amores, mais não.
E restam poucas roupas,
Sobrepeliz de pároco
E vara de um juiz,
Anjos, púrpuras, ecos
Macia flor de olvido,
Sem aroma governas
O tempo ingovernável.
Muitos pranteiam. Só.
Toda a história é remorso."
quinta-feira, 6 de maio de 2010
O Grupo de Pesquisa
HISTORIOGRAFIA E LITERATURA
anuncia
a abertura de inscrições para participação como bolsista no projeto
Usos e abusos do anacronismo: historiografia e literatura
Temas:
• NOVOS PASSADOS NO SÉCULO XVIII
prof. André Leme Lopes (HIS) – 3 vagas
• BRASIL ANACRÔNICO?
prof. Daniel Faria (HIS) – 3 vagas
• PRESENÇAS CLÁSSICAS NO SÉCULO XX
prof. José Otávio Guimarães (HIS) – 3 vagas
Pré-requisitos:
• ser aluno regularmente matriculado na UnB;
• com, no mínimo, dois semestres completos antes do segundo semestre letivo de 2010.
Inscrições pelo e-mail gphl.unb@gmail.com até quinta-feira, 13/5/2010.
Deve constar, obrigatoriamente, na inscrição: nome completo, número de matrícula, justificativa do interesse em participar da pesquisa (máximo de 20 linhas). A divulgação do resultado da seleção será na sexta-feira, 14/5/2010, 14h.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
sábado, 1 de maio de 2010
Borges
“Eu tenho um conto sobre um homem que decide desenhar o mundo. Então, senta frente a uma parede branca – nada impede que pensemos que essa parede é infinita -, e o homem começa a desenhar todo tipo de coisas: desenha âncoras, desenha bússolas, desenha torres, desenha espadas, desenha bengalas. E continua desenhando assim, durante um tempo indefinido – porque ele teria atingido a longevidade. E enche essa longa parede de desenhos. Chega o momento de sua morte, e então lhe é permitido ver – não sei muito bem como -, com uma só olhada, toda sua obra, e percebe que o que desenhou é um retrato de si mesmo. Agora, eu acho que essa parábola ou fábula minha poderia se aplicar aos escritores, ou seja, um escritor pensa que fala de muitos temas, mas o que realmente deixa é, se tiver sorte, uma imagem de si próprio.” Jorge Luís Borges

